Minha querida menina-moça…

Difícil escrever assim, diretamente para você, de quem fujo tanto… a gente se encontra e se cruza diversas vezes, mas conversar mesmo – diálogo sincero – é muito raro, né?

Talvez possamos começar por aí, afinal, você já sabe dos meus segredos, dos meus anseios… você sabe da minha luta e da minha busca. Não há o quê, nem por que esconder. Tudo bem, sou insistente… mas, no fundo, lá no fundinho, eu sentia-sabia que esse momento de encontro sincero iria acontecer.

Você e eu somos tantas… e somos a mesma! Poderíamos ser mais transparentes, expressar mais… fazer fluir essa espontaneidade tão viva que nos preenche. Mas, por seguidos momentos, nos transformamos em teimosia pura… e não há quem segure, seja quando queremos calar ou falar.

Cadê seus sonhos? Cadê seu propósito? Sua meta de vida… o que te move… não consigo ver! Está aí, eu sei… você sabe. Mas, por favor, faça reavivar! Se não fizer isso agora, se não encarar os obstáculos, dificilmente conseguirá caminhar rumo aos novos desafios…

Tudo isso que te espera tem uma lição por trás, e você só vai poder construir algo que tenha significado… de coisas vazias, já basta o passado!

Vamos, menina… deita e rola nessa sensibilidade que te ilumina… vai! Acorda pra vida! Deixa de lado as reclamações, o lado escuro, as melancolias, a perda de tempo…. o copo meio vazio. Isso não te leva a nada. Corre pro mundo, que ele te espera.

Eu estarei aqui, repetidas vezes, para acolher suas ansiedades e tentar diminuir seus medos, mas nós duas – na mesma medida – somos responsáveis pelo que virá. Não adianta murmurar depois. Ficar ranzinza. A vida é o que é, hoje e agora, não tem depois… O depois chegou!

Qual será sua próxima desculpa?

Não esquece que, apesar e acima de tudo, eu ainda te gosto muito, e quero te gostar mais… isso também faz parte do processo.

Vamos juntas?

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