A vida que passa do lado de fora…

Sempre que entro no metrô, gosto de me posicionar frente à janela, para avistar o ambiente, as pessoas… e o corredor escuro que me leva de uma estação à outra.

Quase nunca consigo um assento livre, o que acaba por tornar a “viagem” ainda mais alvoroçada: rostos-barulhos-mochilas- livros-celulares-pressa- corpos-em-movimento…

Percebo-me sufocada por este espaço que reúne tantos elementos simultaneamente, fazendo caber o que me parece um universo inteiro dentro de poucos metros.

Tenho o desejo incontrolável de fugir, mesmo antes de chegar ao destino… final.

A vida que passa do lado de fora parece ter mais ar… fluxo próprio — uma dinâmica incontestável. E eu mal consigo esperar para sentir minha respiração solta por ali, no momento em que a porta se abre.