Renasci

Sou aquela que, há tempos, estava pronta a sair do casulo. Libertar-se. Ser a mesma pele, sem véus.

Hoje consigo reconhecer-me em mim. Sem buscas tão intimistas. Apenas um olhar no espelho… ver o que surge dali, pois o sutil bem me encanta.

Profundezas me guiaram por quase uma vida, mas confesso: cansei… quero percorrer ondas leves, isenta do perigo de não saber nadar.

Tenho aqui o cais… o porto…

Uma fração de mim agarrou o que havia se perdido em tempo-espaço: renasci.

Feliz ano TODO!

Muitos dizem que o ano não vai ser novo se continuarmos os mesmos… eu prefiro seguir na direção contrária.

Quero um ano novo para chamar de meu, mas vislumbro continuar com a mesma fé.

Desejo manter meus valores. Almejo não precisar querer mudar tanto assim… gosto do jeito que sou.

Sei que tenho muito a aprender com as lições da vida… e elas não param de surgir, a cada segundo.

Através de todos os percalços e conquistas, pretendo estar um pouco mais próxima daquilo que nasci para ser.

É isso, 2019… vou em busca de uma versão aprimorada de mim. E que venha um ano todinho de esperança para nós!

Que tenhamos paz, saúde, prosperidade e muito amor…

Feliz ano TODO!

Uma breve retrospectiva…

Teve choro, emoção incontida, lembranças muitas…

Teve saudade antecipada, carinho, afeto… daqueles enormes, que quase nem cabem no peito.

Teve um imenso desejo de não deixar partir… de “fica só mais um pouquinho aqui perto”, porque “é muito difícil seguir sem você”…

Teve abraço… laço… sorriso, mesmo que de lado… e a memória de uma alegria que nunca vai se apagar do nosso coração.

Teve tudo isso e muito mais, dentro de uma semana que fez o efeito de praticamente uma vida inteira no “boom” das nossas emoções.

Mas… a verdade é que o essencial fica. Sempre.

As lições de cada momento. O aprendizado. A batalha de vida.

Cada pessoa que passa por nós é uma história, que carregamos conosco até o fim de nossos dias.

É isso que se chama AMOR.

Sobre morrer e renascer…

Neste ano que está quase terminando, eu conheci o melhor e o pior de mim.

Adquiri consciência sobre minhas forças e fraquezas. Entendi que há ciclos que começam e terminam aqui dentro, o tempo todo.

Em 2018, eu morri para renascer melhor. Ressuscitei vontades. Meus desejos mais íntimos. Reencontrei minha criança interior abandonada… e lhe ofereci colo.

Acalentei minha alma com força. Precisei ir fundo para não desistir. E cheguei… até aqui.

Não faço ideia do que os próximos meses me reservam — ninguém faz. Não tenho noção do dia seguinte, mas de uma coisa eu sei: quero esperar por ele.

Foi um ano desafiador, no extremo sentido da palavra. Em cada um de seus instantes, eu compreendi que a vida é sagrada… e é JÁ.

Dezembro

E, num piscar de olhos, já é dezembro…

O prometido não se cumpriu — por outro lado, portas se abriram rumo ao inesperado.

Eu já deveria ter me acostumado com o fato de que promessas não se cumprem. Nem deveriam ser feitas.

Melhor lidar com a surpresa. Com o desafio agregado, munido de lições e alegrias sinceras.

Nem tudo é festa, mas o sorriso ainda se mantém como o nosso maior trunfo.

Dezembro é fim… e também perspectiva de começo. Análise. Reflexão para amenizar o que poderia ser mais leve.

Dezembro é prosa e poesia.

É sobre estar junto ao outro, mas sobretudo estar consigo.

Novas impressões…

Os dias seguem e alguns cenários deixam de pertencer ao cotidiano… reclamar seria empáfia de minha parte: apenas agradeço.

A bem da verdade, concluo: são ideias e contextos que nunca foram meus, em essência.

Troquei o chá de hibiscos — que eu nem apreciava tanto assim — pelo pingado com leite, genuíno… brasileiro.

Percorrer calçadas, agora, apenas com fones de ouvido… e a passos rápidos, da maneira como sempre gostei de caminhar.

Abdiquei de ser o outro para me tornar eu mesma — é uma frase conhecida, eu sei… Mas, neste momento, é tão minha que não recordo a autoria.

Resgato, aos poucos, a identidade que nunca queria ter perdido. Até mesmo o café no copo de papel — enfeitado de sereias — deixou de me encantar: tenho minhas canecas prediletas, uso e abuso desse deleite…

Torno-me, em todo pequeno instante, próxima das minhas próprias impressões… e espero nunca mais querer me perder de mim.