Das origens…

Muitos me perguntam como fiz para chegar até aqui, diante das dificuldades que já surgiram no meu caminho.

Parte (imensa) da resposta é esta: minha mãe.

Cresci ao lado de uma mulher guerreira, vitoriosa em cada atitude… uma mãe que me educa com base em valores sólidos e nunca se nega a lutar para que eu tenha o melhor do melhor, sobretudo espiritual e psicologicamente.

É ela que me ensina a importância do sentir. Do que vem de dentro para fora. E, se hoje eu tenho estrutura para ir atrás dos meus sonhos, devo a perseverança a esse ser humano único.

E não para por aí… a garra e força de vontade só aumentam quando se trata da minha mãe. Com ela, não tem tempo ruim. E é por isso que eu a amo tanto! ❤️

Uma breve retrospectiva…

Teve choro, emoção incontida, lembranças muitas…

Teve saudade antecipada, carinho, afeto… daqueles enormes, que quase nem cabem no peito.

Teve um imenso desejo de não deixar partir… de “fica só mais um pouquinho aqui perto”, porque “é muito difícil seguir sem você”…

Teve abraço… laço… sorriso, mesmo que de lado… e a memória de uma alegria que nunca vai se apagar do nosso coração.

Teve tudo isso e muito mais, dentro de uma semana que fez o efeito de praticamente uma vida inteira no “boom” das nossas emoções.

Mas… a verdade é que o essencial fica. Sempre.

As lições de cada momento. O aprendizado. A batalha de vida.

Cada pessoa que passa por nós é uma história, que carregamos conosco até o fim de nossos dias.

É isso que se chama AMOR.

Em um dia especial, saudade…

Seu aniversário é no dia 21… e hoje — no calendário hebraico — completaram 9 meses desde a sua partida.

Não aguentei esperar até sexta-feira para escrever esta pequena homenagem…

Sua memória (Z’L) é eterna e as lembranças que temos de você são as mais lindas.

Não houve uma única vez em que estivemos juntas que eu tenha saído sem aprender algo… sem refletir… como você me fazia pensar!

Na verdade, faz até hoje… continua exercendo essa influência enorme na minha vida e na de todos que tiveram a alegria da sua presença.

Sinto você comigo, aonde quer que eu vá… imagino suas sábias palavras, seus conselhos, “o que você diria se”…

Fica o “se…”, porque somos humanos e não compreendemos tudo nesta jdimensão. Mas, uma certeza não me falta: o tamanho do meu amor e carinho por você.

É dezembro… e o céu está em festa!

Sobre morrer e renascer…

Neste ano que está quase terminando, eu conheci o melhor e o pior de mim.

Adquiri consciência sobre minhas forças e fraquezas. Entendi que há ciclos que começam e terminam aqui dentro, o tempo todo.

Em 2018, eu morri para renascer melhor. Ressuscitei vontades. Meus desejos mais íntimos. Reencontrei minha criança interior abandonada… e lhe ofereci colo.

Acalentei minha alma com força. Precisei ir fundo para não desistir. E cheguei… até aqui.

Não faço ideia do que os próximos meses me reservam — ninguém faz. Não tenho noção do dia seguinte, mas de uma coisa eu sei: quero esperar por ele.

Foi um ano desafiador, no extremo sentido da palavra. Em cada um de seus instantes, eu compreendi que a vida é sagrada… e é JÁ.

Dezembro

E, num piscar de olhos, já é dezembro…

O prometido não se cumpriu — por outro lado, portas se abriram rumo ao inesperado.

Eu já deveria ter me acostumado com o fato de que promessas não se cumprem. Nem deveriam ser feitas.

Melhor lidar com a surpresa. Com o desafio agregado, munido de lições e alegrias sinceras.

Nem tudo é festa, mas o sorriso ainda se mantém como o nosso maior trunfo.

Dezembro é fim… e também perspectiva de começo. Análise. Reflexão para amenizar o que poderia ser mais leve.

Dezembro é prosa e poesia.

É sobre estar junto ao outro, mas sobretudo estar consigo.

Novas impressões…

Os dias seguem e alguns cenários deixam de pertencer ao cotidiano… reclamar seria empáfia de minha parte: apenas agradeço.

A bem da verdade, concluo: são ideias e contextos que nunca foram meus, em essência.

Troquei o chá de hibiscos — que eu nem apreciava tanto assim — pelo pingado com leite, genuíno… brasileiro.

Percorrer calçadas, agora, apenas com fones de ouvido… e a passos rápidos, da maneira como sempre gostei de caminhar.

Abdiquei de ser o outro para me tornar eu mesma — é uma frase conhecida, eu sei… Mas, neste momento, é tão minha que não recordo a autoria.

Resgato, aos poucos, a identidade que nunca queria ter perdido. Até mesmo o café no copo de papel — enfeitado de sereias — deixou de me encantar: tenho minhas canecas prediletas, uso e abuso desse deleite…

Torno-me, em todo pequeno instante, próxima das minhas próprias impressões… e espero nunca mais querer me perder de mim.