Em todos os lugares

D’us está em todos os lugares.

Mesmo que não possamos enxergar sua figura, Ele está cuidando de nós… seja na forma divina, ou representado por humanos, por animais, pela natureza…

Ele se faz presente em gestos, sentimentos, palavras, atitudes mínimas e máximas… Ele nos ampara nas lágrimas e aplaude nossas alegrias.

D’us nos concede forças quando achamos que tudo está acabado… nos permite insistir um pouco mais, porque tem a sabedoria que nós não temos.

Ele existe com força ainda maior quando nos sentimos gratos pelo que temos… por quem temos.

Que possamos reconhecer D’us em cada detalhe da vida, pois é isso que faz diferença!

Pedrinhas no sapato…

Se ficamos muito tempo com uma pedrinha no sapato, acabamos por nos acostumar com ela. Assim acontece com as coisas nem tão boas da vida. Uma hora, a gente se acostuma.

Talvez não devesse ser dessa maneira… mas é. Mais cedo ou mais tarde, já não dói tanto. Vira quase mobiliário cotidiano.

Isso não significa que seja legal ficar estagnado, sem promover mudanças, só porque a pedra se tornou nossa “companheira” de todos os instantes.

Às vezes, temos força suficiente para tirar o sapato imediatamente e jogar a pedra fora. Às vezes, não.

Há pedrinhas e pedrinhas… sabemos disso. Num momento qualquer, teremos que enfrentá-las.

Mas, enquanto a hora não chega, talvez valha a pena amansar o passo… e se acostumar.

O valor da saúde

A gente se preocupa com tantas coisas no dia a dia!

Trabalho, dinheiro, amigos, baladas, estudos, contas, planos, ansiedades, expectativas… UFA!

Mas, em meio a isso tudo, quase sempre acabamos esquecendo o principal: SAÚDE.

Sem ela, não fazemos nada. Não somos nada.

Podemos ter o melhor emprego, uma situação financeira razoável, um bom relacionamento interpessoal, mas não é suficiente se deixamos de estar saudáveis ou se não temos pique para realizar as coisas…

Precisamos cuidar da saúde. HOJE. AGORA!

Antes que seja tarde demais e o arrependimento pelo abandono de nós mesmos se torne imenso, num futuro não muito distante.

Quando agradecer é pouco…

Encerro a semana bem melhor do que comecei… na certeza de que cada dia é um aprendizado constante, basta a gente querer enxergar.

Não temos tudo, nem temos pouco: D´us nos concede o suficiente para o nosso amadurecimento, em todos os sentidos.

Às vezes, a mente insiste em olhar apenas para a parte mais escura… para a sombra. Mas, hoje eu não tenho dúvidas de que há detalhes fundamentais que colorem a existência. Detalhes criados e cultivados por nós mesmos… porque o outro apenas reflete aquilo que está em nosso íntimo.

Gratidão pelo que pude reciclar e rever com olhos mais apurados… do passado, quero apenas um lindo presente!

Doce lembrança

Eu me lembro do primeiro livro que ela me emprestou. Os catadores de conchas, de Rosamunde Pilcher. O nome da autora jamais passaria despercebido para mim depois desse gesto. E o livro, em si… li três vezes.

Foi como adentrar o mundo adulto estando na adolescência. Eu não entendi tudo, mas o coração compreendeu boa parte do enredo. Após aquela leitura compartilhada, parece que nossos corações se uniram com força ainda maior.

Um pedaço do universo dela se tornava meu a partir daquele instante. E eu nunca mais me desconectei.

A vida que passa do lado de fora…

Sempre que entro no metrô, gosto de me posicionar frente à janela, para avistar o ambiente, as pessoas… e o corredor escuro que me leva de uma estação à outra.

Quase nunca consigo um assento livre, o que acaba por tornar a “viagem” ainda mais alvoroçada: rostos-barulhos-mochilas- livros-celulares-pressa- corpos-em-movimento…

Percebo-me sufocada por este espaço que reúne tantos elementos simultaneamente, fazendo caber o que me parece um universo inteiro dentro de poucos metros.

Tenho o desejo incontrolável de fugir, mesmo antes de chegar ao destino… final.

A vida que passa do lado de fora parece ter mais ar… fluxo próprio — uma dinâmica incontestável. E eu mal consigo esperar para sentir minha respiração solta por ali, no momento em que a porta se abre.

Memória…

Faz alguns anos você me convidou para sentar ao seu lado naquele balanço… e me entreguei ao convite. Foi um agradável diálogo… ida e volta.

Tempos mais tarde, foi minha vez de chamar sua voz ao movimento.

Meu sorriso largo-destemido te esperava à troca. Olhares adentraram vidas. E o brincar tornou qualquer realidade menos densa.

Passaram-se horas… semanas… um punhado de meses. Certo dia, você não estava mais. E lá fui eu reorganizar espaços…

Consciente de que não existiria mais ida ou volta, observei o meu tudo resumido em um único poema: memória…

Renasci

Sou aquela que, há tempos, estava pronta a sair do casulo. Libertar-se. Ser a mesma pele, sem véus.

Hoje consigo reconhecer-me em mim. Sem buscas tão intimistas. Apenas um olhar no espelho… ver o que surge dali, pois o sutil bem me encanta.

Profundezas me guiaram por quase uma vida, mas confesso: cansei… quero percorrer ondas leves, isenta do perigo de não saber nadar.

Tenho aqui o cais… o porto…

Uma fração de mim agarrou o que havia se perdido em tempo-espaço: renasci.

Talvez…

Talvez amanhã você não chore. Talvez amanhã seja um novo dia.

Será. Não há dúvidas. O sono desta noite pode revigorar suas forças para outros desafios.

Haverá problemas. Haverá discórdias. Mas, de um modo ou de outro, você vai superar. Não é só discurso. Você sabe que pode.

Falar que autoajuda é balela se torna fácil quando os problemas batem à porta do outro.

“Autoajuda” ajuda. Muito. Como o próprio nome diz, é a gente cuidando da gente.

Pode vir um amanhã meio nublado, mas você põe cor. Com giz de cera ou canetinha, tanto faz… a criança só não pode fugir por medo.

É preciso olhar a fresta do dia seguinte… ele está lá, à sua espera.

Já sonhou?

Gratidão

Ser grato não é apenas valorizar o que se ganha… é, sobretudo, entender que existe um tempo certo para as coisas e que, por mais clichê que seja, nada acontece antes ou depois.

Gratidão é compreender que a estrada é muito maior do que se é capaz de enxergar. É perceber que há um plano imenso por trás de cada fenômeno divino – incluindo o ser humano.

É estar pronto para absorver os milagres da vida (que não são poucos). E captar do universo o que ele tem de melhor a nos oferecer.

Ser grato é conseguir ver além do que é oferecido. É acolher uma mão amiga e estender a outra em troca.

Gratidão é, na verdade, uma honra… para poucos. É saber sentir-se único no mundo porque, afinal, as bênçãos que você recebe são somente suas.